24.7.10
16.7.10
Blogs de uma nota só
Dama de CinzasBLOGUEIRA CONVIDADA
Mais um post da série "As coisas que eu odeio em blogs!” OK, gente! Já vem eu falar mal dos outros e criar um monte de inimizades! Mas é mais forte do que eu, as situações vão me irritando e chega uma hora que eu explodo num post como este! Também eu nunca fui politicamente correta, nem tenho intenção de ser... Nunca fui boazinha e nem tenho intenção de ser... Nunca fui certinha e nem tenho intenção de ser... Nunca... Ahhh, chega!
Vamos a alguns aspectos, características, detalhes, ou seja lá como quiserem dar o nome, em posts que me cansam realmente:
Tem gente que não sabe que existe parágrafo. Acho que não aprenderam isso na escola. Porque o post fica um bloco só de palavras amontoadas e você não sabe onde termina uma ideia e começa outra... Até pra ler fica difícil, seus olhos acabam repetindo uma linha, ou pulando outra.
Pessoas que se lamentam eternamente da sorte, do destino, são vítimas eternas do mundo, e escrevem isso post após post, sem interrupção. Talvez pra inspirar pena nas pessoas, sendo que pena é um sentimento horrível pra alguém sentir por você. Com o tempo, esses autores de blogs que agem assim acabam por cansar os leitores, que desistem de tanto querer incentivar as pessoas, sem conseguir resultado algum.
Tinha uma menina que escrevia bem, mas ela saturou os leitores, acho que eu fui a última que continuou insistindo, até me cansar. E ela parou com o blog por falta de comentaristas. Porque quem reclama eternamente da vida precisa de platéia, sempre! Claro, gente, que não estou dizendo que NINGUÉM NUNCA deva reclamar em seu blog... Eu mesma faço meus posts desabafos. Mas que tal dosar isso com outros assuntos? Ou então reclame com humor, deixando tudo mais leve e gostoso.
Pessoas que escrevem especificamente pra alguém num post. Manda um recado, faz uma declaração de amor cheia de detalhes que só os dois conhecem, pede pro(a) amado(a) perdoar seus erros... Enfim... Aquele texto que ninguém entende, exceto o destinatário... A pergunta que fica é: porque não escreve um e-mail? Tem um blog que eu desisti de ler porque não existia qualquer outro assunto que não fosse declarações de amor pra amada...
Pessoas sem objetividade... Escrevem um post com um título vago do tipo "A brisa ao luar tem mistérios em mágoas eternas". Aí vai escrevendo de forma confusa e, por mais que force sua mente, você não consegue entender qual foi o assunto/motivo que levou a criatura a escrever o post... Tem uma menina que me foi indicada como excelente escritora, e, por mais que eu leia os posts dela, nada entendo da mensagem que quis passar... Nesses casos, eu desisto rapidinho de tentar seguir a pessoa.
A enorme maioria das pessoas que acham que são poetas e escritores de contos e romances não têm o menor talento pra isso... Que tal falar só sobre si? Fica mais interessante! Eu tenho um amigo querido, que adora escrever poemas... Simplesmente não sei o que fazer quando ele me manda ir ao seu blog ler o último poema... São peéééssimos, com rimas muito pobres e totalmente previsíveis... Affe! É uma saia justa pra mim!
Posts zen... Daquele tipo: "eu amo a vida", "todos temos que nos ajudar", "amanhã tudo será melhor", "precisamos melhorar o mundo". OKKKKK!!! A pessoa tem o direito de ser positiva e querer passar coisas boas, mas esses posts caem no extremo oposto da pessoa que se lamenta o tempo todo.
Soa falso pessoas que estão sempre tão positivas diante da vida, que não têm uma reclamação, um problema, uma chateação, que não se aborrecem com algo que está acontecendo no mundo, parecem um anjo escrevendo um post... Não tenho paciência! Pra mim é o chato zen, que diz que tudo é belo sempre...
Não sou importante ao ponto de dizer o que cada um deva ou não postar, e nem tenho esse direito, simplesmente estou dizendo o que me cansa e deve cansar outros leitores... Também não é que seu blog não tenha que ter nenhum desses posts... Meu blog tem alguns desses posts... O problema é a REPETIÇÃO EXCESSIVA... Isso é que mata um blog.
Blogs de uma nota só se tornam uma tortura.
Dama de Cinzas pode ser encontrada aqui.
9.7.10
Vinícius de Moraes, poeta e cronista - 19/10/1913 - 9/7/1980

Brotinho Indócil
A insistência daqueles chamados já estava me enchendo a paciência (isto foi há alguns anos). Toda a vez era a mesma voz infantil e a mesma teimosia:
– Mas eu nunca vou à cidade, minha filha. Por que é que você não toma juízo e não esquece essa bobagem...
A resposta vinha clara, prática, persuasiva:
– Olha que eu sou um broto muito bonitinho... E depois, não é nada do que você pensa não, seu bobo. Eu quero só que você autografe para mim a sua Antologia Poética, morou?
Morar eu morava. É danadamente difícil ser indelicado com uma mulher, sobretudo quando já se facilitou um bocadinho. Aventei a hipótese:
– Mas... e se você for um bagulho horrível? Não é chato para nós ambos?
A risada veio límpida como a própria verdade enunciada:
– Sou uma gracinha.
Mnhum – mnhum. Comecei a sentir-me nojento, uma espécie de Nabokov avant la lettre, com aquela Lolita de araque a querer arrastar-me para o seu mundo de ninfeta. Não resistiria.
– Adeus. Vê se não telefona mais, por favor...
– Adeus. Espero você às quatro, diante da ABI. Quando você vir um brotinho lindo, você sabe que sou eu. Você, eu conheço. Tenho até retratos seus...
Não fui, é claro. Mas o telefone no dia seguinte tocou.
– Ingrato...
– Onde é que você mora, hein?
– Na Tijuca. Por quê?
– Por nada. Você não desiste, não é?
– Nem morta.
– Está bem. São três da tarde; às quatro estarei na porta da ABI. Se quiser dar o bolo, pode dar. Tenho de toda maneira que ir à cidade.
– Malcriado... Você vai cair duro quando me vir.
Desta vez fui. E qual não é minha surpresa quando, às quatro e ponto, vejo aproximar-se de mim a coisinha mais linda do mundo: um pouco mais de um metro e meio de mulherzinha em uniforme colegial, saltos baixos e rabinho de cavalo, rosto lavado, olhos enormes: uma graça completa. Teria, no máximo, treze anos. Apresentou-me sorridente o livro:
– Põe uma coisa bem bonitinha para mim, por favor?
E como eu lhe respondesse ao sorriso:
– Então, está desapontado?
Escrevi a dedicatória sem dar-lhe trela. Ela leu atentamente, teve um muxoxo:
– Ih, que sério...
Embora morto de vontade de rir, contive-me para retorquir-lhe:
– É, sou um homem sério. E daí?
O "e daí" é que foi a minha perdição. Seus olhos brilharam e ela disse rápido:
– Daí que os homens sérios podem muito bem levar brotinhos ao cinema...
Olhei-a com um falso ar severo:
– Você está vendo aquele Café ali? Se você não desaparecer daqui imediatamente, eu vou àquele Café, ligo para sua mãe ou seu pai e digo para virem buscar você aqui de chinelo, você está ouvindo? De chinelo!
Ela me ouviu, parada, um arzinho meio triste como o de uma menina a quem não se fez a vontade. Depois disse, devagar, olhando-me bem nos olhos:
– Você não sabe o que está perdendo...
E saiu em frente, desenvolvendo, para o lado da avenida.
1966
in Para uma menina com uma flor (crônicas)
in Poesia completa e prosa: "Para uma menina com uma flor"
5.7.10
Não é só o Brasil que tem craques

Tostão
O Brasil fez o melhor primeiro tempo e o pior segundo tempo da Copa. No primeiro, poderia ter feito mais de um gol. No segundo, quando perdia por
O Brasil, que fez, durante os quatro anos sob o comando de Dunga, um grande número de gols em jogadas aéreas, levou dois gols nesse tipo de lance.
O Brasil, que procurou, durante quatro anos, um lateral-esquerdo, levou dois gols em jogadas que se iniciaram por esse setor.
O Brasil, que sempre teve um armador pela direita para ajudar Maicon (Elano ou Daniel Alves), nunca teve um armador, pela esquerda, para ajudar Michel Bastos. Desse lado, começaram as duas jogadas dos gols.
O Brasil, que tinha uma grande preocupação com as faltas violentas e as expulsões de Felipe Melo, teve o jogador expulso quando o time perdia e precisava reagir.
O atleta de cristo Felipe Melo, que deu um excelente passe para o gol do Brasil, escreveu
Foi uma repetição da Copa de 2006, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final para a França. Lembro que, na época, assisti à partida ao lado de Clóvis Rossi, perplexo com a atuação de Zidane. Dessa vez, não havia Zidane, mas tinha Sneijder e Robben.
Não é só o Brasil que tem craques. Dunga disse, após o jogo, que trocou Luís Fabiano por Nilmar para aproveitar sua velocidade. No momento em que o Brasil perdia e tinha de pressionar e usar as jogadas aéreas, seria muito melhor um ótimo cabeceador que um velocista.
As virtudes do Brasil, bastante conhecidas antes da partida, como o excelente contra-ataque, as jogadas aéreas, a qualidade de seu goleiro (falhou no gol) e de seus defensores, não acabaram por causa de uma derrota. As deficiências do Brasil, como a falta de mais talento na lateral esquerda e no meio-campo, e o despreparo emocional de Felipe Melo para disputar uma Copa, ficaram ainda mais evidentes.
Como em 2006, o Brasil foi eliminado por um time do mesmo nível técnico. Não houve surpresa. Temos de valorizar o adversário. Precisamos terminar com nossa prepotência de achar que o Brasil é sempre melhor.
Publicado no Superesportes em 3 de julho de 2010
26.6.10
Um ano sem o rei do pop
Há um ano, quando noticiaram a morte de Michael Jackson, que ensaiava para uma gigantesca turnê, muita gente prestou homenagens ao astro. Então, resolvemos homenagear os órfãos do rei do pop. Ou seja, os seus fãs. A história deste post é verdadeira e a republicamos porque a blogosfera se renova constantemente e muitos de nossos atuais leitores não a conhecem.Ele dizia ter 20 anos, mas parecia menos, pois era franzino, muito magro e baixinho. Assim que abri a loja, ele apareceu e perguntou se tinha lá algum disco de Michael Jackson. "Tem alguns", eu disse. "Qual você procura?"
"Na verdade, nenhum, pois tenho todos. Só quero saber, pois, na hora do almoço, posso vir aqui e ouvir um pouquinho?"
"Claro, pode vir", eu disse.
E ele sempre aparecia lá, escolhia uma faixa e começava a dançar, daquele jeito que seu ídolo tinha imortalizado. Sorria, dizia que era o máximo e depois voltava ao trabalho de limpar a galeria.
Durante quatro anos, ele cumpriu esse ritual de aparecer e pedir pra ouvir Michael Jackson.
Depois, fechei a loja e nunca mais voltei lá. A notícia da morte de Jackson fez com que eu me lembrasse dele e de outras figuras que passavam por lá. Tinha um que andava com uma foto do Bono no bolso. Ele parava qualquer pessoa, na galeria ou dentro das lojas, tirava a foto do bolso e perguntava: "Não sou parecido com ele?" E, se a pessoa demonstrava alguma dúvida, ele ficava de perfil e perguntava novamente: "Assim, nessa posição, não parece?"
Também passavam por lá o Elvis jovem e o Elvis quarentão. Explico: um imitava o rei do rock nos anos 50, com topete, enquanto o outro era gordo e usava um cavanhaque enorme, além de tentar imitar o modo de andar de Elvis, tudo muito bem estudado.
Os clientes, em geral, eram fãs que imitavam seus ídolos. Um imitava John Lennon, outro o Jim Morrison, tinha também Jimi Hendrix, James Brown...
Um dia, percebi uma grande aglomeração no corredor e fui ver o que era. Tomei o maior susto, pois podia jurar que era o próprio Michael Jackson! O sujeito era alto, tinha uma daquelas roupas que Jackson vestia nos shows, igual a um uniforme militar, um tom de pele muito parecido com o astro que deixava de ser negro, também usava maquiagem, inclusive nos olhos, o cabelo com uma ponta escorrendo pela testa, um chapéu... Impressionante a semelhança!
O faxineiro estava lá, no meio da multidão. Pequenino, com seu uniforme cinza, sorria e observava o sósia. Quando tudo acabou, ele entrou na minha loja e disse:
"É bom a gente ter um ídolo, né?"
Por isso, dei como incerta a morte de Michael Jackson no título deste post. Quem tem um ídolo, vivo ou morto, sabe do que falo. Aquele pobre faxineiro, que morava longe e levava horas de ônibus pra chegar na galeria e voltar pra casa, tinha
Quando me lembrei dele, depois que soube da morte de Jackson, uma música invadiu meus pensamentos. Foi "Gente Humilde", de Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Hollanda.
"Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar"
12.6.10
Nós adoramos nossas sogrinhas!

1) A garota chega pra mãe, reclamando do ceticismo do namorado.
- Mãe, o Mário diz que não acredita em inferno.
- Case-se com ele, minha filha, e deixe comigo que eu o farei acreditar!
2) O homem leva um susto ao ouvir de sua cartomante:
- Em breve, sua sogra morrerá de forma violenta.
Imediatamente, ele pergunta à vidente:
- Violentamente? E eu? Serei absolvido?
3) Na delegacia, aparece um cidadão e diz que quer confessar.
O delegado pergunta:
- O que aconteceu?
E o homem: – Doutor, eu matei minha sogra!
- Bem, meu filho, você cometeu esse crime, mas devia estar muito alterado, não se importe, vá pra casa e descanse. Está tudo bem.
- Mas, doutor, eu enterrei a velha!
- Ah, meu filho, viu que boa alma você é? Enterrou a sua sogra e assim já evitou toda aquela burocracia.
- Doutor!!! Mas, quando eu estava enterrando, ela gritava que ainda estava viva!
- Ô meu filho, e você não sabe que toda sogra é mentirosa?
4) Um homem encontra seu amigo na rua e diz:
- Cara, você é igualzinho à minha sogra, a única diferença é o bigode!
O amigo fala:
- Ué, eu não tenho bigode!
- Mas minha sogra tem.
5) Um cara foi à delegacia e disse:
- Eu vim dar queixa, pois a minha sogra sumiu.
O delegado disse: – Há quanto tempo ela sumiu?
- Duas semanas – respondeu o genro.
- E só agora é que você me fala?
- É que custei a acreditar que eu tivesse tanta sorte!
6) A sogra do cara morreu e lhe perguntaram:
- O que fazemos? Enterramos ou cremamos?
- Os dois! Não podemos facilitar!
7) O cara voltava do enterro de sua sogra, quando, ao passar por um prédio em obras, um tijolo caiu lá de cima e quase acertou a cabeça dele.
O homem olhou pra cima e gritou:
- Já chegou aí, sua desgraçada?! E ainda continua com má pontaria!
8) – Querido, onde está aquele livro "Como viver 100 anos"?
- Joguei fora!
- Jogou fora? Por que?
- É que sua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!
9) Na sala de espera de um grande hospital, o médico chega para um cara muito nervoso e diz:
- Tenho uma péssima notícia para lhe dar. A cirurgia que fizemos em sua mãe…
- Ah, ela não é minha mãe… É minha sogra, doutor!
- Neste caso, então, tenho uma boa notícia para lhe dar!
10) O cara encontra o amigo e fala:
- Minha sogra morreu e agora fiquei em dúvida, não sei se vou trabalhar ou se vou pro enterro dela… O que é que você acha?
E o amigo: – Primeiro o trabalho, depois a diversão!
11) O sujeito bate à porta de uma casa e, assim que um homem abre, ele diz:
- O senhor poderia contribuir com o Lar dos Idosos?
- É claro! Espere um pouco que eu vou buscar a minha sogra!
12) Qual a punição por bigamia?
Resposta: duas sogras.
13) A mulher comenta com o marido:
- Querido, hoje o relógio caiu da parede da sala e por pouco não bateu na cabeça da mamãe…
- Maldito relógio! Sempre atrasado!
4.6.10
Futebol: um ponto de vista feminino

Tahiana Andrade
BLOGUEIRA CONVIDADA
Como mulher, confesso que não entendo e nem gosto muito de futebol. Todavia, parece que algumas coisas nos são ensinadas por osmose e, no caso do brasileiro, futebol é uma delas!
Muito se falou sobre a tal convocação de Dunga para a Copa de 2010 e ainda há muito para ser falado. Muita gente esperava que Neymar estivesse na lista. Há quem diga que Dunga deveria ter dado uma segunda chance para Adriano, e o mundo inteiro (exagero?) tem comentado e criticado a ausência de Ronaldinho Gaúcho na lista...
Sinceramente? A- D- O- R- E- I!!!
Não é porque não entendo de futebol que não posso entender de comportamento dos jogadores, certo?
Na última Copa, em 2006, o Brasil perdeu feio! O time estava repleto de 'super-jogadores'... 'Estrelas' do futebol nacional. Em campo, os jogadores mais famosos, mais invejados, mais cotados, mais bem pagos. Em cena, uma Copa que marcou um fracasso futebolístico para o Brasil, uma derrota antes mesmo das semifinais. O time de estrelas não funcionou. Torcedores tiveram sua expectativa frustrada!
Sabe por quê?
Porque essas 'estrelas' do futebol não precisam mais mostrar serviço para o futebol. Eles já possuem títulos, fama e, o mais importante, grana. Quando se convoca para a seleção jogadores menos famosos, menos ricos, menos orgulhosos (contrariando todas as opiniões de quem diz entender do esporte), proporciona-se a eles a motivação de se tornarem estrelas do futebol. A fome de bola, de drible, de gol, de vitória será, provavelmente, maior. Não há o orgulho da fama nem o desprezo pelo dinheiro. Ao contrário: há o desejo de ser o responsável por trazer para o Brasil o título de hexa!
Como eu assumi no início do post, não sei realmente muita coisa sobre futebol, não entendo quem joga bem ou não, mas entendo de motivação, de comportamento, de maturidade. Talvez tenha sido a falta de motivação de Ronaldinho Gaúcho o que mais contribuiu para a derrota do Brasil na última Copa. Provavelmente a depressão e a inconstância de Adriano (eu o diagnosticaria como ciclotímico, rs) não deram a ele o merecimento de ser convocado. Possivelmente, Neymar, em suas entrevistas, deu a Dunga a percepção de que ali, brevemente, se manifestaria uma personalidade orgulhosa, prepotente e permanente em sua imaturidade de 18 anos!
Sinceramente, torço pelo Brasil, mas não me importo muito se vamos ganhar a Copa ou não. Esse é o único momento em que o brasileiro demonstra ufanismo pelo seu país e, por causa disso, se esquece das eleições que ocorrem no mesmo ano. Também não me interesso por ver milionários ficando ainda mais milionários simplesmente por correrem atrás de uma bola enquanto ficamos desesperados em frente à televisão, torcendo e gritando, com as nossas contas a pagar nas mãos.
Brasileiro dá mais visibilidade para o futebol do que o merecido e, independente de ser homem ou mulher, há muito mais coisa para torcer em nosso país. O problema é que os convocados, nós, os brasileiros, costumamos ficar parados em campo, vendo a bola rolar, enquanto os milionários tornam-se ainda mais milionários às nossas custas!
Tahiana Andrade pode ser encontrada aqui.
28.5.10
Presidente defende álcool na ONU

O presidente Luiz Polvo da Silva esteve ontem na tribuna da ONU, tentando curar a ressaca da cerimônia da noite passada, quando resolveu experimentar vários tipos de bebidas estrangeiras e provar que nenhuma delas é superior à tradicional caipirinha brasileira.
- A gente não devemos nos iludir - afirmou o presidente - sobre o que vai substituir o petróleo nos nossos carros no futuro próximo que se avizinha. Já foi provado e disprovado qui (hic!) o álcool da cana brasileira é o melhor álcool pra todos os momentos, todos os carros, todos os trens e (hic!) todas as festas do mundo! Por falar em festa, todo mundo aqui já tá convidado pra baita festa que nóis vâmu fazê lá no Rio de Janeiro em (hic!) 2014. Todo mundo vai ver qui a cana de nosso país é a maior cana que tem. Não falo nem (hic!) no tal do açúcar que tamém tiram da cana, pois açúcar é coisa de criança e faz mal prus dentes, como (hic!) ocêis todos aqui sabem. Falo mesmo é do álcool, qui é o que nos interessa aqui, num é mesmo?
Acompanhado pela ex-ministra Magda Suplício e pelo ex-ministro da Fome e Desenvolvimento Social, Paliativus Onanias, o presidente pediu um copo de água gelada:
A ex-ministra tirou um espelhinho da bolsa Armani, colocou um brilho nos lábios e olhou pro microfone:
- Aiiiiiiiiiii, de onde veio esse microfone? Quero um pra mim! É tão assim...másculo, vocês não acham? Bem, éééééééé...olha, se eu fosse vocês, não pensava duas vezes: o presidente tá certo, gente! Caipirinha boa é a nossa! É só colocar 51, gelo e limão! Tem gente que gosta de açúcar no meio, mas eu não! Aí, você bebe, relaxa e goza, não é, presidente Polvo?
O presidente voltou à tribuna:
O representante da Alemanha, Helmutt Hans Fritz Salsichon, pediu um aparte:
- Sem dúvida nenhuma. Sou um grande (hic!) apreciador, mas creio que a cerveja, assim como o chope, ainda depende de muitos anos de istudo e pesquisa pra gente pudê dizê: pronto, tá aprovado pra ser biocombustível. Sugiro, no entanto, que o sinhô e seus amigo da Alemanha continue (hic!) fazendo teste com a cerveja, pra ver se os carro guenta tomá mais chope do que nóis tomamo na festa de onti, tá certo? Bom, minha gente, vamu dexá de cunversa fiada e vamu logo ao qui interessa pra nóis: de noite, tão todo mundo convidado pra tomá uma (hic!) lá na nossa embaixada, certo? A parti de 6 hora, ocêis podi chegá qui nóis já vamu tá lá, tomanu umas i otras. Vô mandá reservá caderas especial pru pessual da Alemanha, Iscócia, Chile, Purtugal e França!
O representante dos Estados Unidos perguntou porque os países citados teriam tratamento diferente. Antes de se retirar da tribuna, o presidente Polvo respondeu:
17.5.10
Depois da Copa, tem eleição
7.5.10
Aquela carta que você me escreveu

Real Morte
BLOGUEIRO CONVIDADO
Minha opinião sobre a humanidade não é das melhores. Sempre digo que se a Terra fosse um imenso corpo humano eu seria o Activia que aceleraria a saída de vocês. Deduzam o resto.
A raça humana é patética, frágil, iludida, insignificante, pusilânime, babaca, sem noção, e só digo isso porque estou de bom humor hoje. Se eu desse a real, ninguém aguentaria o tranco e cortaria os pulsos agora mesmo, o que nunca considero uma má idéia, desde que vocês não façam isso na hora da novela. Porém, para suportar tamanha falta de importância e sentido na vida, a humanidade desenvolveu um mecanismo de defesa que funciona até certo ponto: a vaidade.
A mais humana das qualidades, e justamente por isso uma das piores, a vaidade é capaz de torná-los mais sensíveis, mais divertidos, mais ridículos, e eu estaria cagando para ela caso não afetasse meu trabalho ocasionalmente. Sim, porque somente a vaidade explica a preocupação exagerada de alguns de vocês em escrever frases de efeito em cartas ou bilhetes de suicídio, algo que me irrita MUITO. Porque neguinho passa a vida inteira escrevendo no Orkut coisas do tipo “Genti, çaí cuns miguxos onti e foi di-maizzz!!!!” e na hora que vai empacotar vem querer dar uma de que sabe escrever bonito? Não fode! Pegue um post-it e rascunhe um “fui!” pra ninguém perceber seu português meia-boca e estamos combinados.
Quando o cara começa a demorar demais na carta de despedida, eu chego até a me intrometer antes do momento devido. Foi o caso de um famoso presidente brasileiro.
— Chega, Getúlio, já estamos há cinco horas nisso. Largue essa carta.
— Não antes de eu escrever minha última grande frase.
— Não precisa, tá bom assim.
— Não dá. Eu não vou me matar antes de escrever uma frase final perfeita.
— Haja saco. Onde foi que você parou?
— Nessa frase aqui ó: “Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço minha morte.”
— Beleza. Tá lindão.
— Tá mesmo?
— Tá. Não escreve mais nada que estraga.
— Jura?
— Juro. Me arrepiei. Agora pegue esse revólver e se mate.
— Não sei, não estou satisfeito ainda. Que tal se eu fechasse a carta com “serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade”?
— Melhor ainda!
— Acha mesmo?
— Acho. Agora SE MATE!
— Não, ainda não. Ainda tenho a impressão de que não é a frase ideal…
— Mas que merda de frase você quer escrever?
— Uma que valha a pena. Meu medo é abandonar a vida e ninguém se lembrar, não ficar na História.
— Então escreva isso.
— O quê?
— Que você sai da vida para entrar na História.
— Será? Mas não soa um pouco piegas?
— Soa como brega mesmo. Mas morto todo mundo perdoa. Pode escrever.
— “Saio da vida para entrar na História.” Taí, gostei.
— Ótimo.
— Eu gostei muito.
— Que bom.
— Sério, eu adorei, gostei demais.
— Perfeito.
— Ficou tão bom que me fez repensar o meu ato, me deu até ânimo de continuar vivendo. Acho que não vou me matar mais.
— AH, NÃO, MAS NEM FUDENDO!
Eu peguei o revólver e… bem, o resto vocês já sabem. Até hoje muita gente não entende porque Getúlio Vargas deu um tiro no peito e não na cabeça, mas eu nem me preocupei com esse detalhe na hora. Eu precisava botar isso pra fora. Ufa!
Real Morte pode ser encontrado aqui. Se você tiver coragem de ir lá, é claro.
23.4.10
O perigo do carboidrato
Dra. Inocência PirassunungaNUTRICIONISTA E ENDOCRINOLOGISTA
CRM 99979562443106970321046/MG
Queridas leitoras:
Atendendo ao convite do charmoso editor deste telejornal (é um jornal que está na tela, portanto É um telejornal!!!), escrevo este artigo no sentido de alertar todas vocês sobre os perigos de um carboidrato que geralmente está na mesa do povo brasileiro.
Antes de mais nada, é preciso lembrar que nem todo mundo tem grana pra comprar esse tal carboidrato. Outras, não têm nem mesa pra colocar o carboidrato. Algumas têm mesa e até arrumaram uns trocados pra comprar o carboidrato, mas só depois lembraram que não têm fogão, nem gás, nem pratos e muito menos panelas. Estas leitoras podem parar a leitura por aqui mesmo, pois esse assunto não as interessa nem um pouco, posso garantir!
Mas, as que têm essas coisas todas aí devem prestar atenção no meu método de emagrecimento para quem quer perder peso rapidamente. Muito se fala, quando o assunto é carboidrato, no espaguete, na lasanha, no canelone (ai, que delícia!!!), como se essas invenções dos italianos pudessem fazer algum mal à saúde.
Ora, mas que coisa mais idiota! Se macarrão fizesse mal à saúde, Sophia Loren seria bonita daquele jeito? E Claudia Cardinale? Gina Lollobrigida? Isto, sem falar nos homens italianos (aaaiiiiii, cala-te boca!!). Um dia, contarei sobre minha viagem a Roma, Florença, Veneza, mas agora não posso.
A massa (e que maaaaassaaaaaa, aaaiiiii!) italiana não tem nada com isso. Mostrarei e provarei que, para se manter uma silhueta que deixa os homens babando, basta apenas evitar o arroz!
Sim, isso mesmo! O arroz é o grande vilão de nossa alimentação! Ontem mesmo, fui almoçar aqui perto com o pessoal deste jornal e provei que podemos passar tranquilamente sem o arroz em nossa alimentação diária. Enquanto eles enchiam o prato de arroz, se empanturrando de carboidrato, eu fui pra outra prateleira e segui a minha dieta.
Misturei quatro coxas de galinha (ou seja, duas coxas de uma galinha e mais duas coxas de outra galinha) com um farto pedaço de pernil (de porco) e 25 colheradas de pirão, feito com a mais genuína farinha brasileira.
Pronto! Provei a todos que é perfeitamente possível fazer uma boa refeição sem o tradicional acompanhamento do arroz. Tudo é uma questão de tradição, nada mais! Alguns céticos poderão perguntar: mas, como é possível o arroz engordar, se os povos do Oriente, como japoneses, chineses, coreanos e vietnamitas, comem tanto arroz e são tão magros?
Ora, minhas amigas, a resposta está no livro do fenomenal nutricionista e endocrinologista japonês Mijaro Nomuro, que escreveu o best-seller "Ping Johga Habola Kon Pong", que, traduzido literalmente, quer dizer "Porque o arroz é benéfico em épocas de guerra, mas muito perigoso em épocas de paz".
No famoso best-seller, o professor Mijaro Nomuro, que passou os últimos 50 anos se dedicando a defender sua tese de que o macarrão, principalmente o frito, é muito bom e gostoso, e o arroz é perfeitamente dispensável, explica claramente que os povos orientais são magros, mesmo comendo arroz, porque eles mesmos colhem o arroz.
Naquela ginástica de abaixa-levanta pra colher o arroz, ainda mais no meio daquele aguaceiro todo, os povos orientais acabam perdendo muitas calorias. Não é mole ficar o dia inteiro naquele abaixa-levanta, experimenta pra você ver! À noite, depois que terminam o serviço, os orientais estão tão cansados que nem conseguem descascar o arroz. Assim, comem o arroz integral mesmo! Entenderam?
De acordo com as pesquisas do professor Mijaro Nomuro, a casca tem um componente que combate o carboidrato do arroz. É por isso que os orientais não engordam. Se você, minha amiga, ver um japonês gordo, pode saber: ou é lutador de sumô, que comeu muito arroz branco pra engordar, ou é um japonês que vive viajando pelo mundo e comendo o que não presta.
Numa próxima oportunidade, quando nosso charmoso editor me convidar novamente, escreverei sobre uma de minhas sobremesas favoritas: arroz doce!
É, com doce pode. E vou explicar direitinho. Mais uma vez, com a ajuda do famoso professor japonês Mijaro Nomuro!
Até lá, garotas!
