lobo e lua

lobo e lua

28.6.09

Michael Jackson (1958/?)

Logo que soube da morte de Michael Jackson, me lembrei de um faxineiro que trabalhava na galeria onde eu tinha uma loja de discos.

Ele dizia ter 20 anos, mas parecia menos, pois era franzino, muito magro e baixinho. Assim que abri a loja, ele apareceu e perguntou se tinha lá algum disco de Michael Jackson. "Tem alguns", eu disse. "Qual você procura?"

"Na verdade, nenhum, pois tenho todos. Só quero saber, pois, na hora do almoço, posso vir aqui e ouvir um pouquinho?"

"Claro, pode vir", eu disse.

E ele sempre aparecia lá, escolhia uma faixa e começava a dançar, daquele jeito que seu ídolo tinha imortalizado. Sorria, dizia que era o máximo e depois voltava ao trabalho de limpar a galeria.

Durante quatro anos, ele cumpriu esse ritual de aparecer e pedir pra ouvir Michael Jackson. Depois, fechei a loja e nunca mais voltei lá. A notícia da morte de Jackson fez com que eu me lembrasse dele e de outras figuras que passavam por lá. Tinha um que andava com uma foto do Bono no bolso. Ele parava qualquer pessoa, na galeria ou dentro das lojas, tirava a foto do bolso e perguntava: "Não sou parecido com ele?" E, se a pessoa demonstrava alguma dúvida, ele ficava de perfil e perguntava novamente: "Assim, nessa posição, não parece?"

Também passavam por lá o Elvis jovem e o Elvis quarentão. Explico: um imitava o rei do rock nos anos 50, com topete, enquanto o outro era gordo e usava um cavanhaque enorme, além de tentar imitar o modo de andar de Elvis, tudo muito bem estudado.

Os clientes, em geral, eram fãs que imitavam seus ídolos. Um imitava John Lennon, outro o Jim Morrison, tinha também Jimi Hendrix, James Brown...

Um dia, percebi uma grande aglomeração no corredor e fui ver o que era. Tomei o maior susto, pois podia jurar que era o próprio Michael Jackson! O sujeito era alto, tinha uma daquelas roupas que Jackson vestia nos shows, parecendo um uniforme militar, um tom de pele muito parecido com o astro que deixava de ser negro, também usava maquiagem, inclusive nos olhos, o cabelo com uma ponta escorrendo pela testa, um chapéu... Impressionante a semelhança!

O faxineiro estava lá, no meio da multidão. Pequenino, com seu uniforme cinza, sorria e observava o sósia. Quando tudo acabou, ele entrou na minha loja e disse:

"É bom a gente ter um ídolo, né?"

Por isso, dei como incerta a morte de Michael Jackson no título deste post. Quem tem um ídolo, vivo ou morto, sabe do que falo. Aquele pobre faxineiro, que morava longe e levava horas de ônibus pra chegar na galeria e voltar pra casa, tinha em Michael Jackson um forte motivo pra viver e ser feliz. Hoje, ele deve estar triste, mas logo voltará a ouvir as músicas de seu ídolo e dançar como se estivesse em um palco.

Quando me lembrei dele, depois que soube da morte de Jackson, uma música invadiu meus pensamentos. Foi "Gente Humilde", de Garoto, Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Hollanda.

"Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar"

21.6.09

Turista encontra gênio no deserto

Um turista visitava um deserto no Oriente Médio quando encontrou uma garrafa. Ao abrir a tampa, apareceu um gênio:

- Olá! Sou o gênio de um só desejo, às suas ordens.

O homem pensou por um tempo e disse:

- Então eu quero a paz no Oriente Médio. Veja este mapa: desejo que estes países vivam em paz.

O gênio olhou bem para o mapa e respondeu:

- Amigo, estes países guerreiam há 5 mil anos! Sou bom, mas não o suficiente para isso. Peça outra coisa!

O homem voltou a pensar e disse:

- Nunca encontrei a mulher ideal. Gostaria de uma bem humorada, que goste de futebol, cerveja, não seja ciumenta, bonita, culta, fiel, carinhosa e que não goste de cartões de crédito!

O gênio suspirou fundo e disse:

- Deixa eu ver esse mapa aí de novo!!

13.6.09

Um dia bonito como outro qualquer

A mãe o ouviu falando alto, enquanto fazia a barba:

- Finalmente, as coisas estão melhorando pro meu lado. Tava na hora, né? Tanto tempo deixado de lado, ninguém se lembrava de mim, pensei que não fosse mais trabalhar. E, sem trabalhar, como é que eu ia fazer a Dorinha virar sua nora, hein, mãe?

Depois, foi pro quarto trocar de roupa:

- Tudo indica que esse pessoal vai me valorizar. Eu já tô cansado de trabalhar e ninguém reconhecer meu esforço. Mas eu estive com o chefe ontem e fui muito bem recebido. No fim do ano, ainda vão nos dar uns dias de folga, mãe. Podemos todos ir pra Copacabana, ver a queima de fogos e saudar o Ano Novo. Não vou me queixar deste ano. Vou até agradecer. E saber que o próximo será ainda melhor. Cansei de ser um pessimista.

Abriu a porta, viu o sol, o dia claro, respirou fundo e disse pra mãe:

- Minha saúde melhorou, Dorinha parou de encher o saco com aquele ciúme doentio dela. Fala pro pai que, se ele quiser, podemos tomar umas logo mais à noite, aqui por perto mesmo. Tenho muitos motivos pra comemorar, né?

Foi nesse momento que a bala perdida acertou seu coração.

30.5.09

Combate volta ao ar na TV a cabo

Um dos melhores seriados de todos os tempos está de volta. A partir do próximo sábado, 6 de junho, às 13 horas, com reprise na madrugada de domingo, às 4h30, o TCM (canal 91, pela Net) exibe Combate, desde o seu primeiro episódio. A série foi produzida entre 1962 e 1967, e reprisada nas décadas seguintes, conseguindo uma legião de fãs em todo o mundo.

Combate retrata as aventuras de um pelotão do exército norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial, logo após o Dia D, quando os aliados invadiram a Normandia e começaram a expulsar os nazistas dos países ocupados na Europa.

O que transforma Combate num cult é o fato de não se restringir a mostrar trocas de tiros entre soldados. O tiroteio apenas faz parte de diversas histórias que acontecem naquele cenário de guerra. É ali, no front, numa situação limite, que dramas pessoais são mostrados e analisados de maneira empolgante.

O pelotão, comandado pelo tenente Hanley (Rick Jason), tem uma patrulha fixa, integrada pelo sargento Saunders, o excelente Vic Morrow (na foto acima, em escultura de Michael Keropian, e também na foto abaixo), pai da atriz Jennifer Jason Leigh, e os soldados Cage, Kirby e Baixinho, além de Doc (o médico).

Entre os atores convidados, temos mais um pelotão de astros, como Charles Bronson, James Franciscus, Claude Akins (Xerife Lobo), John Cassavetes, Lee Marvin, Telly Savalas (Kojak), Robert Duvall, Dennis Hopper (Sem Destino), Bill Bixby (O Incrível Hulk), Fritz Weaver, Nick Adams (O Rebelde) e Ricardo Montalban (Ilha da Fantasia), entre outros. Atrás das câmeras, a série contou com diretores que depois se consagraram no cinema, como Robert Altman (Dr. T e as Mulheres, Nashville etc). Mais informações no site combatfan.

Em Combate, não há nenhuma manifestação a favor da guerra. Em um dos episódios, um médico alemão se une ao médico americano para salvar a vida de uma criança francesa. Em outro, um soldado ajuda um colega, que lhe devia dinheiro de jogo, e é acusado de só ter feito aquilo por causa da dívida. “Não”, ele diz. “Eu o ajudei porque era o meu dever.”

Lições de dignidade, caráter e amor pelo semelhante tornam Combate uma série que pode ser vista a qualquer tempo, independente de sua ação transcorrer na Segunda Guerra Mundial. São lições das quais nunca devemos nos afastar, seja qual for a guerra, pessoal ou social, em que nós somos os personagens principais.

23.5.09

Inglesa vai ao supermercado no Brasil


A inglesa Mary Smith resolveu morar no Brasil.

Aqui chegando, ainda treinando falar português, fez a seguinte lista de compras, quando foi ao supermercado:


- Pay she

- MacCaron

- My on easy

- All face

- Car need boy (may you kill oh!)

- Spar get

- Her villas

- Key jo (parm soon)

- Cow view floor

- Pee men too

- Better hab

- Lee moon

- Bear in gel

Ao voltar pra casa, bateu com a mão na testa e disse:

- Is key see me do too much! Put a keep are you!

17.5.09

A difícil vida dos gordos

Celso Japiassu
BLOGUEIRO CONVIDADO


Numa época em que se cultivam os magros, os gordos sentem-se excluídos. Ao contrário dos séculos passados, quando homens e mulheres exibiam corpos redondos e pesados e os magros, suspeitos de tísica, eram olhados com desconfiança.

Hoje, é difícil para os gordos encontrar o tamanho certo de roupa porque são raros os três X nas gôndolas das lojas, enquanto proliferam os talhes médio e pequeno, como se o mundo fosse habitado por adolescentes desnutridos.

As cadeiras são geralmente muito pequenas e se transformam em aparelhos de tortura nas longas viagens de avião, quando os cintos de segurança mostram que também foram imaginados para passageiros abaixo de um peso decente. E as companhias aéreas, ao mesmo tempo em que diminuíram o espaço entre as filas, aumentaram o número de cadeiras.

As diminutas refeições atualmente servidas a bordo denunciam a conspiração destinada a manter os passageiros em condição de extrema magreza, de modo a que possam caber nas poltronas e nos banheiros das aeronaves.

Estas são injustiças menores, quando confrontadas com as que são cometidas pelos exames de sangue. As taxas indicadoras de perigo teimam em permanecer altas e os médicos, antes mesmo de examinar um gordo, dizem que ele precisa perder algum peso.

Todas estas são reflexões sombrias que povoam meus pensamentos enquanto me preparo emocionalmente para, mais uma vez, entrar numa dieta cruel e desumana.

Celso Japiassu pode ser encontrado aqui.

10.5.09

Diante da Lei

Franz Kafka

Diante da Lei está um guarda.
Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei.
Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta depois se poderá entrar mais tarde.

- "É possível", diz o guarda. "Mas não agora!"

O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá dentro. O guarda ri-se e diz: - "Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara: sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim."

O homem do campo não esperava tantas dificuldades. A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre, pensa ele. Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba à tártaro, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar. O guarda dá-lhe uma banqueta e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.

Ali fica, dias e anos. Faz diversas diligências para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores. No fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.

O homem, que se provera bem para a viagem, emprega todos os meios custosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo, mas diz sempre: - "Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste."

Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe o único obstáculo à entrada na Lei. Nos primeiros anos, diz mal da sua sorte, em alto e bom som, e depois, ao envelhecer, limita-se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil, e como ao fim de tanto examinar o guarda durante anos lhe conhece até as pulgas das peles que ele veste, pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda.

Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro em seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda apercebe, no meio da escuridão, um clarão que eternamente cintila por sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima.

Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz-lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo, porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo. - "Que queres tu saber ainda?", pergunta o guarda. "És insaciável."

- "Se todos aspiram a Lei", disse o homem, "como é que, durante todos esses anos, ninguém mais, senão eu, pediu para entrar?"

O guarda da porta, apercebendo-se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte:

- "Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou-me embora e fecho-a."

Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 - Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores do século XX. Suas obras, como A Metamorfose, Colônia Penal, O Processo e O Castelo, retratam indivíduos presos em situações absurdas num mundo impessoal e burocrático.

2.5.09

us grandi pobrema da amazonia

E vamos nós com mais alguns trechos retirados do último ENEM. Os bravos estudantes que os redigiram nos dão a esperança de que o país em que vivemos tem mesmo um futuro brilhante! São eles que vão dizer o que vocês poderão ou não fazer, brevemente. Não acreditam? Basta esperar. A única coisa que pode nos atrapalhar é esse negócio de mudança climática. Ou a tal gripe suína. A superpopulação. A ganância. O ser humano. No mais, tudo vai bem no melhor dos mundos. Inclusive o desmatamento, tema da prova do ENEM, que, como vocês todos sabem, tá sob controle. Como, aliás, tudo nesse mundo. Ou vocês pensam que existe algo errado no mundo? Crise? Que crise?

"A amazônia tem valor ambiental ilastimável."
(Ignorem, por favor)

"A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas."
(Onde está o guarda Belo nessas horas?)

"Retirada claudestina de árvores."
(Deve ser alguma Cláudia nordestina)

"Temos que criar leis legais contra isso."
(Sim, porque lei ilegal é inconstitucional!)

"A camada de ozonel..."
(Pode ser o ozônio do coronel)

"a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor."
(Basta mandar o elenco do CQC cortar árvores!)

"A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração."
(Parece música sertaneja, não?)

"A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável."
(Este é imbatível na categoria "o maior enchedor de linguiça")

"Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação."
(NÃO!!! SIM!!!)

"Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises."
(Quantos?!?!)

"A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes."
(- Red Bull neles - dizem as árvores)

"O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório."
(Talvez seja o barquinho do 007)

"O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando."
(É porque não gritamos SIM à "reflorestação"!)

"Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc."
(O urso é o polar, aquele branquinho, pra ficar bem claro! Já o leão é negro, porque é africano.)

"Convivemos com a merchendagem e a politicagem."
(É uma grande "burragem" o que fazemos!)

"Na cama dos deputados foram votadas muitas leis."
(Depois dizem que eles não fazem nada! Trabalham até na cama!)

"Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia."
(Mas "qui pobrema"!!)

Pra finalizar, uma breve observação sobre o post anterior, aqui abaixo: muita gente não percebeu que um quadrinho tem ligação com o outro! São estudantes recebendo seus diplomas e, a seguir, caem num abismo, quando deveriam cair no mercado de trabalho, que, infelizmente, não existe! O que restou foi um patrão montando no lombo de um humilhado trabalhador, pra exibir a faixa "Feliz dia do trabalho". Que trabalho? E outra coisa: ADORO FERIADOS! Ou vocês pensam que eu gosto de trabalho? Trabalho apenas porque me obrigam a pagar contas. Se não fosse isso, eu estaria agora mesmo na Praia de Copacabana, tomando água de coco e vendo garotas de biquini!

18.4.09

Dicas de uma blogueira


Dama de Cinzas
BLOGUEIRA CONVIDADA

Modestamente, Dama de Cinzas deu a este post o título de "Não é uma receita de blog". Mas nós acreditamos que é uma bela receita sim. Lemos atentamente, arquivamos e recomendamos que muitos blogueiros que querem manter suas páginas por muito tempo leiam também.

Os que me conhecem sabem que quanto mais me mandam calar a boca mais eu falo. Então resolvi escrever sobre um assunto do tipo "não se meta nisso que não é da sua conta". O que vou passar não é uma receita para que você tenha um blog de sucesso, nem como escrever melhor seu blog, nem nada disso, afinal não me sinto nem um pouco capacitada para tal coisa, mas são uns toques que um rapaz me deu lá por volta de 2003, quando comecei a escrever meu primeiro blog.

Dicas para que você consiga levar seu blog de maneira menos cansativa tanto para você como para quem o lê:

- Evite se obrigar a escrever posts diários, eles cansam demais o autor do blog, pois no início os temas brotam como mato, mas, com o decorrer dos meses, encontrar um tema fica tão difícil quanto um parto! Simplesmente sua mente vai se enchendo de um branco total, e a angústia bate forte. A qualidade do blog tende a cair. Com o desespero, vem o cansaço, você sente que não consegue mais escrever como antes e quer dar um ponto final naquela tortura, acabando com o blog ou abandonando. Deixe sua mente fluir, siga os sinais da vida e escreva quando der vontade. Obviamente, vontade e criatividade variam de pessoa pra pessoa.

- Posts diários cansam também quem te acompanha. Por mais que se goste de ler blogs, um dia ou vários outros você não quer abrir site nenhum. Ou tá cansado, ou seus calos estão doendo, ou brigou com seu(ua) amado(a), ou pegou uma chuva quando saiu do salão depois daquela escova maravilhosa, ou seu time de futebol perdeu. Enfim, todos nós estamos sujeitos a tempestades e trovoadas e não temos a capacidade de ficar todos os dias acompanhando as postagens de todos os blogs que gostamos.

- Evite repetir assuntos do tipo "peguei uma gripe danada", "não tirei boas notas", "amo meu namorado(a)", enfim tudo que tenha a ver com um cotidiano que faz parte da vida de todas as pessoas, a menos que esteja escrevendo um diário para que pessoas do seu convívio te acompanhem. No mundo virtual, assim como no nosso dia-a-dia, ninguém quer saber dos pequenos detalhes da sua vida, daquilo que acontece a todos, todos os dias. Procuramos por informações diferentes, assuntos que nos estimulem a pensar, ou situações inusitadas. Posts tipo "minha tia foi dar banho no gato e ele correu molhado pela casa toda" simplesmente entediam o leitor, que acaba nem lendo até o final.

- Relacionado ao item anterior, procure escolher temas que estimulem as pessoas a pensar. Inclusive, quando quiser escrever sobre sua vida, ligue o acontecido a um tema de interesse de todos. Isso é algo que faz o leitor ter tesão de ler seu post, e não apenas ler sobre um problema ou acontecimento que ele não conhece na totalidade.

- Não espere que os seus melhores textos sejam reconhecidos. Tantas vezes escrevemos um post que julgamos banal, e é aquele que o pessoal mais gosta, e o vice-versa também acontece...

- Se você quer que seu blog seja bem comentado, terá que comentar nos blogs dos seus colegas blogueiros. Assim como você gosta que leiam um texto que teve o maior trabalho de escrever, todos na esfera blogueira esperam o mesmo!

- Tente descobrir qual o seu melhor estilo. Se você é um excelente poeta, aposte nos poemas. Se escreve bem crônica, abuse desse estilo literário. Se o seu forte é o humor, faça o pessoal rir. Mas evite tentar ser quem você gostaria de ser. Eu, por exemplo, jamais vou colocar um poema escrito por mim, porque sou uma péssima poetisa... rs... Acho que ninguém vai gostar e vai ficar aquele troço sobrando no meu blog.

Pra finalizar, vou ratificar: não estou dando ordem no blog de ninguém, não estou dando receita de nada, não estou dizendo que sou melhor que ninguém, não estou proibindo nada! Afinal, cada um tem seu blog e faz o que quer com ele. Inclusive eu tenho todo o direito de fazer um post dando essas dicas para quem estiver interessado e acha que vale a pena!

Dama de Cinzas é editora deste blog aqui.

Aproveitamos para recomendar mais dois blogs:

O primeiro é o Memória Culinária, da Junelise, que conhecemos desde criancinha, e sabe do que tá falando (e cozinhando!).

O segundo é da Natália Xavier, uma blogueira que conhece tudo de artes gráficas, web design e afins. Podem conferir, clicando no banner aqui abaixo!