lobo e lua

lobo e lua

10.11.08

Eu tenho um sonho


Eu tenho um sonho: um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios.

Eu tenho um sonho: um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho: um dia, até mesmo o estado do Mississipi, sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho: um dia, meus quatro filhos viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, e sim pelo seu caráter.

Trechos do discurso de Martin Luther King, em 28 de agosto de 1963

Se existe alguém que ainda duvide que os Estados Unidos sejam o lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda questione a força de nossa democracia, a resposta está aqui esta noite.

Trecho do discurso de Barak Obama, em 4 de novembro de 2008

E anunciamos também o retorno de uma das ciganas da blogosfera (não sabemos por quanto tempo! Então, aproveitem, clicando aqui abaixo!)

2.11.08

O mercado de trabalho me espera (ou eu espero por ele)

Lana Esthevlana
COLUNISTA ANTI-SOCIAL


Sempre achei muito interessante toda e qualquer profissão que mexesse com criação. E tenho um profundo encantamento por páginas na web. Uma página bem feita, bonita, me prende. Uma espécie de hipnose... Não sei explicar.

Eu, por exemplo, de vez em quando arrisco fazer alguma coisa no blog, só pra ele ficar mais aconchegante aos meus olhos, sabe? E agora que vou estudar sobre isso, vou poder fazer profissionalmente!

...Profissionalmente...

Percebeu a palavra? Pro-fis-sio-nal... Opa! Olha o problema.

Bem, o curso tem duração de sete meses. Convenhamos que sete meses é nada. Estou realmente feliz e tal. Vou aprender a fazer algo que gosto e ainda vou ganhar pra isso, quer coisa melhor? Só que tenho pavor de trabalhar. É, eu tenho medo mesmo! MESMO! Provavelmente por eu nunca ter trabalhado na vida.

É tanta responsabilidade! Chefe chato (talvez). Clientes malditos (quase certo). Vontade de morrer. Nossa, me sinto uma babaca. Quando eu era bem mais nova, sempre imaginei que trabalho fosse pra gente que tivesse 25 anos. Daí pensava: “Quando eu fizer 25 anos, vou ter um trabalho estável e estarei completa...”

Que nada! A realidade é cruel. Minha mãe ultimamente tem reclamado do dinheiro que está cada vez mais curto e essas coisas. Diz que não vê a hora d'eu começar a trabalhar e aliviar pro lado dela (tradução: deixar de ser um peso morto...). E só de pensar que daqui a sete meses isso vai se concretizar... Ai... Sobe um frio na espinha!

Não sei de onde vem tanto medo! Às vezes eu acho que é por não estar preparada. Ou pensar não estar preparada. O tempo todo ouço milhares de pessoas falando: “Mercado de trabalho é selvagem. Ou você se dá bem ou morre.”

Lei do mais forte. Aaah! Isso é um emprego ou a teoria da evolução das espécies?


Lana Esthevlana também pode ser encontrada aqui.

27.10.08

Coisas para NÃO fazer antes de morrer

Dave Freeman e Neil Teplica publicaram o livro Cem Coisas para Fazer Antes de Morrer, em 1999. Desde então, muita gente ficou com a sensação de que sempre falta fazer alguma coisa importante.

No entanto, três livros recentes listam o que NÃO fazer antes de morrer: 101 Coisas para Não Fazer Antes de Morrer, do americano Robert Harris, Não Ligo a Mínima, do inglês Richard Wilson, e Cai Fora! 103 Coisas para Não Fazer Antes de Morrer, do também inglês Sam Jordison. "Eu vi as listas do que fazer e tive a sensação de que nunca iria conseguir. Percebi que era ridículo e decidi livrar as pessoas desse tipo de opressão", disse Jordison, que é crítico literário do jornal The Guardian. Então, não se desespere se você NÃO:

Visitar o Taj Mahal — Conhecer o mausoléu transformado em declaração póstuma de amor é item obrigatório dos viajantes aventureiros. Atente-se para o fato de que o monumento é cercado de Índia por todos os lados: o rio cheira mal, o calor é insuportável, mendigos imploram por trocados e, acima de tudo, há turistas demais. Todos, sem exceção, tirando fotos que serão versões pioradas das imagens dos cartões-postais e guias de turismo. "Eu estive no Taj Mahal e acho que acontece o mesmo que com as pirâmides do Egito e com Machu Picchu: já vimos tanto na televisão e em fotos que, ao vivo, não são tão bonitos. Também dizem que é incrível mergulhar nas Maldivas, mas eu nem sei nadar. E aposto que muitas daquelas cenas eu vi em Procurando Nemo", disse Wilson.

Conhecer vinho – Se não tiver jeito para a coisa, faça como todo mundo e escolha o vinho pelo preço. Saiba que a lei da oferta e da procura funciona: os mais caros são os melhores e os menos caros são os não tão bons.

Ler Guerra e Paz – Ou Ulisses, ou a Ilíada. São obras-primas da Literatura, é verdade. Mas ninguém é obrigado a ler suas centenas de páginas se não aproveitar de verdade. Em resumo: não acabe um livro de que você não gosta. Leia outra coisa.

Completar uma maratona – Não basta caminhar na esteira, correr no parque, gastar o calçadão? Para os obcecados por saúde, quem nunca correu 42 quilômetros, como o soldado grego Feidípedes (que morreu depois de completar o trajeto entre Maratona e Atenas), é um sedentário comedor de pipoca na frente da televisão. Se der muita vontade, deite e espere passar.

Praticar o Kama Sutra – Ou fazer sexo na praia. Ou no avião. Sexo é prazer, não competição. "Desde quando contorção corporal é coisa erótica?", pergunta Jordison em seu livro. Sem o peso da obrigatoriedade, quem sabe surjam umas idéias?

Assistir a Boca Juniors e River Plate no La Bombonera, em Buenos Aires – Ou ao Fla-Flu no Maracanã, a Corinthians e Palmeiras no Pacaembu. Quem não torce ficará impressionado por não mais que 15 minutos. E ainda restarão 75 – de péssima comida e banheiros muito, muito sujos.

Pular de pára-quedas – Ou fazer "bungee jumping". Ou, radicalismo dos radicalismos, praticar o "zorbing", assustadora modalidade em que o praticante é colocado em uma bola gigante, muitas vezes cheia de água, que rola morro abaixo. "Nunca tinha ouvido falar nisso até ler as listas do que fazer. Se você é viciado em adrenalina, faz sentido. Eu sofri um acidente de carro e posso dizer que a sensação é a mesma. Taquicardia, frio e tremedeira. É muito desagradável", descreve Jordison.

Ir a uma praia de nudismo – Além de correr o risco de sofrer queimaduras em áreas nunca dantes bronzeadas, você se sentirá inferior diante de corpos mais bonitos ou constrangido por outros nem tanto. E passará o dia sendo examinado por estranhos.

Tocar em um tigre - "Eu sigo três regras: se uma coisa demanda muito tempo, muito dinheiro ou é perigosa demais, eu evito", disse o produtor de televisão inglês Richard Wilson, autor de Não ligo a mínima.

Ficar rico – Se não ficou até agora...

18.10.08

A lua-de-mel de "Sêo" Nô

Regina Lewinsky
CORRESPONDENTE

Nosso jornal ganha a contribuição de mais uma grande blogueira. Trata-se de Regina Lewinsky, ou Rê, para os íntimos hehehe! Desde o início de nossas atividades, somos fãs desta grande autora, que, a partir de agora, é nossa correspondente em Recife, cidade de excelentes blogueiras. Basta consultar nossa lista de links pra se perceber que a capital pernambucana tá muito bem representada na blogosfera. Rê junta-se ao time que já conta com autoras do calibre de Yvonne, Maristela e Lana, que também é pernambucana, mas foi criada e mora no Rio de Janeiro. Apreciem o estilo refinado de nossa nova contratada.

Este “causo” me foi contado por um amigo, advogado lá da minha terra, com quem eu trabalhava à época. Por ser bizarro demais, haverá quem duvide da sua veracidade, mas quem conhece o comportamento do homem do campo, especialmente o nordestino lá das brenhas do interior, haverá de lhe dar crédito.

"Sêo" Nô era um ancião muito rico, dono de hectares e mais hectares de terras, mas uma pessoa muito simples e apegada ao seu torrão natal, de onde não havia ser humano que o fizesse sair.

Seu advogado e amigo pessoal, inconformado com aquele modo de vida tão restrito pra quem tinha tanta grana, às vezes lhe sugeria uma viagem de recreio pra conhecer o mundo, passear, descontrair, sair da mesmice do pequeno lugarejo onde morava, aconselhando: "Sêo Nô, o senhor é um homem rico, vá aproveitar o dinheiro que tem! O senhor tem muitas terras, muito gado, muitas propriedades, mas não conhece o mundo, plantado aqui nesse interiorzinho brabo! Como é que pode? Eu quisera ter a metade da sua riqueza, pra lhe mostrar como se vive! Vá ver a praia, vá almoçar em restaurantes caros. Como é que pode uma pessoa viver assim, podendo aproveitar ao máximo os prazeres da vida?"

Ao que o velhinho respondia: "Gosto não sinhô, dotô! Tenho medo de cidade grande, num seio nem trevessar uma rua cheia de carro! Nem no Recife eu nunca fui, querdita? Vô não! Deixe eu aqui, home! Se aperreie não, que eu gosto mermo é de tá no meu cantin."

Após ganhar a sua última causa judicial em defesa dos interesses do velhinho, o causídico, atarefado demais, passou a rarear as visitas que lhe fazia e passou alguns anos sem notícias dele, até que um dia, participando de um Congresso Jurídico num hotel 5 estrelas da região, aquele advogado, tendo se dirigido à piscina do hotel pra dar um mergulho e tomar sol antes da reunião vespertina, escutou alguém a lhe chamar pelo nome:

- "Dotô Fulano, ô dotô Fulano”!

Localizando de onde vinha aquela voz, qual não foi a sua surpresa ao deparar com ninguém menos que "Sêo" Nô! Ele não quis acreditar nos seus próprios olhos ... Não era possível que estivesse, mesmo, presenciando aquela cena: "Sêo" Nô, numa cidade diferente e, ainda por cima (surpresa das surpresas!) ... tomando banho de piscina!!! Refazendo-se do choque, aproximou-se do seu antigo cliente e fez a pergunta que não podia calar:

- "Sêo" Nô! O senhor por aqui? Que novidade é essa???

- Pois é, dotô ... Eu fiquei viúvo, me casei-me de novo e tô aqui em lua-de-mé!

Ainda atordoado com todas aquelas novidades, mas curioso por saber mais, pergunta o doutor:

- O quê? D. Maria morreu? E o senhor casou com quem?

- Me casei-me com Mocinha, dotô, o senhor sabe quem é ela ... É aquela que trabaiava lá em casa, como empregada da minha patroa ... Tá lembrado?

Diz o doutor:

- Ah! Sim! Eu me lembro de Mocinha ... Mas cadê ela, pr'eu cumprimentar, dar os parabéns?

- Ah, dotô, Mocinha é muito matuta ... Num quis vir não ... Dixe qui tinha veigonha, espie! Aí eu vim foi sozinho mermo ... Pruquê me dixéro qui a pessoa, hoje em dia, quando se casa, tem que viajar de lua-de-mé, né? Aí eu criei corage e vim. O sinhô num vivia dizendo pr'eu viajar? Tô achando é bom, aqui!

Pois é, gente! Vocês podem até pensar que é piada, mas isso aconteceu, mesmo! E tem mais: eu conheci todos os personagens dessa hilária história.

Por hoje, é só.

Rê Lewinsky também pode ser encontrada aqui.

NOTA DA REDAÇÃO: sabemos que estamos atrasados nas visitas aos blogs amigos. Faremos o possível, mas tivemos que aceitar um serviço extra nos últimos dias, pra poder acertar a folha de pagamento do pessoal, senão ia ter greve!

12.10.08

Loucos e santos


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

5.10.08

Carol Lira volta à blogosfera

Um dos melhores blogs que encontramos neste um ano e meio de Jornal da Lua foi o Menina Lunar. Na época, editado por uma talentosíssima menina que tinha acabado de completar 17 anos. A qualidade do texto era tão boa que gerava dúvidas aqui na redação:

- Não pode ter 17 anos!

Mas tinha! Um fenômeno da natureza! A cada texto, a jovem blogueira do Recife deixava todo mundo pasmo, com sua incrível mistura de prosa e poesia, mostrando um estilo inigualável, rico demais em metáforas e ritmos que certamente arrancariam sorrisos de aprovação de mestres como Neruda, Drummond, Vinícius, Cecília, Bandeira ou Pessoa.

Seu nome: Carol Lira.

Meses atrás, veio a notícia que nenhum de nós queria saber: com o dia todo ocupado por estudo e trabalho, Carol entendeu que era hora de fechar o Menina Lunar. Para manter aquela qualidade, ela precisava de algo que lhe faltava no momento: tempo.

Essa foi a má notícia. Agora, vem a boa: ela voltou! Não mais como Menina Lunar, mas com um blog onde a qualidade dos textos continua de primeira linha, nem precisavam ser assinados. Ali encontramos a primeira e única Carol Lira, com suas mágicas palavras, tecendo seus posts personalíssimos, recheados de cores e sonhos.

A blogueira agora tem 18 anos. Mudou tudo e sua página tem outro nome: Letra Vermelha.

Eu disse "mudou tudo"? Desculpem, engano meu. A beleza de sua prosa poética não muda, é imune à ação do tempo. Tempo que, agora, esperamos que seja mais generoso com ela. E conosco, não nos privando de suas encantadas palavras! Letra Vermelha é leitura obrigatória. Daquelas obrigações que cumprimos com o maior prazer do mundo.

30.9.08

Escolha (ou não!) o seu candidato


Jânio OB
ENVIADO ESPECIAL AO T.R.E.

Guilherme Bouças, com o slogan:
“Chega de malas, vote em Bouças.”

Grito de guerra do candidato Lingüiça:
“Lingüiça neles!”

O slogan da candidata Dinha:
“Tudo pela Dinha.”

Do candidato que tem o apelido de Preto:
“Não vote em branco. Vote em Preto.”

Um candidato chamado Gê:
“Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.”

E tem um candidato com o apelido de Pé:
“Não vote sentado, vote em Pé.”

Slogan do gay chamado de Lady Zu:
“Aquele que dá o que promete.”

Criação dos amigos do candidato Samuca:
“Não esquente a cuca. Vote no Samuca.”

Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito:
“Vote com prazer!”

Este aqui acredita mesmo que vai ganhar:
“Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.”

E tem um candidato com o apelido de Defunto:
“Vote em Defunto, porque político bom é político morto!”

26.9.08

Lana Esthevlana renova contrato


Sim, Lana recusou as propostas em dólares e euros e renovou contrato com o Jornal da Lua.

Vamos matar a curiosidade de nossos leitores, informando sobre o que aconteceu em nossa sacrificante viagem ao Rio de Janeiro, na tentativa de impedir que a colunista anti-social aceitasse as propostas da imprensa capitalista estrangeira.

Marcamos um encontro com a exigente Lana no Centro Cultural Banco do Brasil, onde acontecia uma exposição sobre Clarice Lispector. Foi, modéstia à parte, uma grande jogada. Quando chegamos, a colunista parecia levitar em pleno Centro da Cidade Maravilhosa, depois de ver de perto cartas, vídeos, citações e objetos da consagrada escritora.

Apulcro bebia seu uisque, escondido numa pequena garrafa de bolso, e dizia para Gudesteu:

- Sou um homem triste! Depois de três doses, fico normal!

Chico PF tirou o contrato da pasta e entregou ao dr. Bruegel:

- Diga a ela que é o livro de presença.

Bruegel entregou o contrato a Lana, com uma caneta:

- Veja os olhos de Clarice! Observe bem! Seus olhos estão pesados! Você não sente sono?

- Sim...

- Então, assine aqui o livro de presença, um registro para a História.

Lana assinou, enquanto dizia:

- Por alguns longos minutos fiquei pensando no quanto eu gostaria de sair pra tomar um café com ela. E fumar um cigarro. Só um.

Bruegel prosseguiu:

- Vou contar até três. Você vai despertar e não se lembrará de nada.

Contrato assinado, Lana se despediu e saiu. Nós voltamos para Copacabana. Missão cumprida!

- Já me sinto uma pessoa normal - dizia Apulcro.

A garrafa estava vazia. Nossos corações, cheios de esperança. No dia seguinte, podia dar praia. Em setembro, sempre chove no Rio. Mas o sol aparece, de vez em quando. Viva Clarice! Viva Lana Esthevlana!

14.9.08

Sacrifícios que fazemos pelos leitores

Nos próximos 10 ou 15 dias, nossa equipe será obrigada a ficar no Rio de Janeiro, pois temos uma difícil missão pela frente: nossa colunista anti-social, Lana Esthevlana, recebeu propostas milionárias dos mais famosos jornais do mundo, como Le Figaro, The Guardian, The New York Times, Daily Mirror, The Sun, El Clarín, Washington Post, Le Monde e ainda outros do Japão e China. Sim, ela escreve em chinês também! "E isso é sério!", ela nos disse, em nossa última ligação, quando suplicamos que nos recebesse para uma possível renegociação de contrato.

Bom, e assim lá vamos nós! Sabemos que será uma negociação longa e difícil. Por isso, entre um contato e outro com a exigente colunista, programamos algumas atividades, como ir à Praia de Copacabana, tomar água de coco, dar uns mergulhos e ver garotas de biquini.

É um sacrifício que fazemos por vocês, fiéis leitores. Afinal, Lana é parte importante de nossa equipe. Se a negociação demorar muito, eu, o editor, farei o sacrifício de ficar mais uns dias na praia, enquanto tento convencer a exigente colunista anti-social a renovar seu contrato conosco, em vez de se aventurar com euros e dólares. O restante da cambada vai ter que voltar pra redação mesmo, que eu não tô aqui pra ficar sustentando vagabundo, tão sabendo?

Rezem, acendam velas, façam despachos e torçam por um final feliz! Também podem pressionar (de leve) a colunista aqui. E se alguém perguntar por mim, digam que fui por aí, com um violão e um contrato milionário (bancado por Google e Microsoft, nós somos duros!) debaixo do braço! Se a praia estiver boa, fico mais um pouco, beleza?

À noite, a praia de Copacabana fica assim: